O que cada uma é, como aparece no dia a dia e quanta pesquisa a sustenta — segundo a revisão do NCAEP.
28práticas
972artigos revisados
1990–2017período coberto
boltEm resumo
Um grupo de pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte reuniu tudo o que foi publicado sobre intervenções para autismo entre 1990 e 2017, descartou o que não tinha qualidade metodológica suficiente e ficou com 972 artigos. Deles saíram 28 práticas que atenderam aos critérios de evidência. Esta página apresenta as 28, uma a uma, em português e em linguagem para famílias.
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Isto é uma lista de ferramentas, não uma receitaEla diz quais procedimentos já reuniram pesquisa suficiente — não qual usar com o seu filho, para qual objetivo, por quanto tempo ou com que intensidade. Isso é decisão clínica, tomada caso a caso e junto com a família. Um serviço que responde “usamos as 28 práticas” diz tão pouco quanto um restaurante que diz “usamos ingredientes”.
Como uma prática entrou nesta lista
Não basta um estudo animador. Uma prática só entra se atender a um destes três critérios — e repare no que os três têm em comum:
Dois ou mais estudos de delineamento de grupo de alta qualidade, conduzidos por pelo menos dois grupos de pesquisa diferentes.
Cinco ou mais estudos de caso único de alta qualidade, conduzidos por pelo menos três investigadores diferentes, somando ao menos 20 participantes.
Um estudo de grupo de alta qualidade somado a pelo menos três estudos de caso único, conduzidos por pelo menos dois investigadores diferentes.
Em todos eles, nunca basta um laboratório só. A exigência de grupos de pesquisa ou investigadores diferentes existe para que o resultado não dependa de quem torce por ele. Se quiser entender esse processo em detalhe, veja como uma prática vira prática com evidência.
O catálogo
As 28 práticas
category
O agrupamento abaixo é nosso, não do NCAEPO relatório lista as 28 práticas em ordem alfabética, sem categorias. Nós as agrupamos por tipo de ação porque isso ajuda famílias a entender o que cada uma faz — mas a divisão é uma escolha didática do Instituto Walden4, e várias práticas caberiam em mais de um grupo.
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Por que não dá para filtrar por “resultado” e “idade”O relatório publica uma tabela que cruza cada prática com 13 tipos de resultado e três faixas etárias (0–5, 6–14 e 15–22 anos). Essa tabela é uma imagem no documento original, célula a célula. Nós não a reproduzimos: transcrever centenas de células à mão criaria um risco de erro que a sua decisão não deveria correr. Consulte a tabela no relatório original — e leve a pergunta para a equipe que atende. Enquanto isso, veja onde a pesquisa se concentrou.
Esta é a terceira revisão desse tipo. A cada edição, práticas novas entram, e algumas deixam de ser categoria própria porque foram absorvidas por outra, mais ampla. Sumir da lista principal não significa que a prática parou de funcionar:
As três gerações da revisão. O filtro “Novas nesta edição” marca cinco práticas: a sexta que entrou, a PBII, nasceu da fusão de duas categorias antigas, e por isso não aparece ali. Entre 2014 e 2020, cinco práticas deixaram de ser categoria própria por terem sido absorvidas por outras, e seis categorias entraram — inclusive a PBII, criada da união de duas anteriores.
info
“Então o PECS saiu?”Não. Em 2014 o PECS® era uma categoria própria; em 2020 ele passou a ser contado dentro da Comunicação Aumentativa e Alternativa. É reorganização de prateleira, não perda de evidência. O mesmo vale para o PRT, hoje dentro da Intervenção Naturalista.
Esta é “a lista da ABA”?
Não. Boa parte destas 28 práticas nasceu na análise do comportamento aplicada e é usada dentro de programas ABA — reforçamento, ajudas, extinção, análise de tarefa. Mas a lista não é exclusiva dela: inclui prática de terapia ocupacional (a Integração Sensorial de Ayres — uma abordagem específica, com esse nome; dietas sensoriais, protocolos de escovação, coletes e cobertores pesados e terapia de integração auditiva não foram reconhecidos), musicoterapia, educação (Instrução Direta), estratégias cognitivo-comportamentais e comunicação alternativa.
E o contrário também vale, e importa mais para quem está escolhendo um serviço: dizer que um serviço “é ABA” não garante que as práticas usadas ali sejam as que têm evidência, nem que estejam sendo aplicadas com fidelidade. Isso se verifica perguntando — veja o que perguntar ao profissional.
Teste seu entendimento
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Três perguntas sobre como ler esta lista. Você vê a explicação na hora.
prática baseada em evidênciasprática focadavolume de pesquisaintervenção manualizadafidelidadeNCAEP
verifiedDe onde vem esta informação
Todas as práticas, definições e contagens desta seção vêm da revisão do
National Clearinghouse on Autism Evidence and Practice (NCAEP), que reuniu estudos publicados entre
1990–2017.
Steinbrenner, J. R., Hume, K., Odom, S. L., Morin, K. L., Nowell, S. W., Tomaszewski, B., Szendrey, S., McIntyre, N. S., Yücesoy-Özkan, Ş., & Savage, M. N. (2020). Evidence-Based Practices for Children, Youth, and Young Adults with Autism. The University of North Carolina at Chapel Hill, Frank Porter Graham Child Development Institute, National Clearinghouse on Autism Evidence and Practice Review Team.
Hume, K., Steinbrenner, J. R., Odom, S. L., Morin, K. L., Nowell, S. W., Tomaszewski, B., Szendrey, S., McIntyre, N. S., Yücesoy-Özkan, Ş., & Savage, M. N. (2021). Evidence-Based Practices for Children, Youth, and Young Adults with Autism: Third Generation Review. Journal of Autism and Developmental Disorders, 51(11), 4013–4032.
Hume, K., Steinbrenner, J. R., Odom, S. L. et al. (2023). Correction to: Evidence-Based Practices for Children, Youth, and Young Adults with Autism: Third Generation Review. Journal of Autism and Developmental Disorders, 53(1), 514.
Esta página tem caráter educativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento por um profissional de saúde qualificado. Ela não indica nem recomenda uma intervenção para uma pessoa específica — cada caso exige avaliação individualizada.
Quer conversar sobre a situação da sua família?
O Instituto Walden4 atende autismo (TEA), psicoterapia e desenvolvimento — e responde, sobre o próprio trabalho, as três perguntas deste módulo: quais práticas, para quais metas, medidas como. Se você é uma pessoa autista procurando informação para si, fale conosco também.