Uma das formas de ensinar comportamento simbólico é formar classes de equivalência: ensinar algumas relações entre estímulos e deixar que as outras surjam sozinhas. Aqui, os estímulos são conceitos da análise do comportamento — as quatro funções que um comportamento pode ter: atenção, fuga, acesso a tangível e reforço automático. Cada função aparece de quatro formas: o nome (A), uma descrição (B), um gráfico de análise funcional (C) e uma vinheta clínica (D).
Relações treinadas e testadas
Como funciona
- 1Pré-teste escrito. 20 questões de múltipla escolha, sem feedback, para medir o que você já sabe. No estudo, quem acertava 75% ou mais saía da pesquisa ali.
- 2Treinos, com feedback. Um questionário de cartões coloridos, como o usado no estudo: um modelo no alto, quatro opções embaixo, ✓ ou ✗ na hora, com som. Blocos de 16 tentativas; você avança quando acerta tudo, a partir do 2º bloco.
- 3Testes, sem feedback. Um formulário, uma questão por página. Se não atingir o critério, você refaz o treino e depois o teste — o procedimento de correção do estudo.
- 4Quatro encontros. Como no estudo, as fases são divididas em quatro encontros de cerca de 10 a 40 minutos; no último, pós-teste e uma pesquisa de satisfação. Seu progresso fica salvo neste navegador: dá para parar entre um encontro e outro.
Atividade educativa baseada em um estudo publicado — não é teste psicológico nem avaliação de desempenho. Suas respostas não são enviadas a lugar nenhum: ficam neste navegador.
Roteiro do procedimento
As atividades seguem a ordem do estudo. Abra a próxima quando quiser.
Seus resultados
O que aconteceu?
Você e os participantes do estudo
Os gráficos refazem as figuras do livro (pontuação por participante, em cada fase) com uma coluna a mais: a sua. Treinos mostram uma barra por bloco; “1°” e “2°” são a primeira aplicação e a repetição após o procedimento de correção.
Pré-teste e pós-teste, por tipo de questão
O teste escrito usa exemplos novos — outros gráficos e outras vinhetas —, então o pós-teste mede também a generalização.
Duração dos encontros
Tempo efetivo de atividade em cada encontro. No estudo, o encontro 4 (pós-teste e pesquisa) não foi cronometrado.
Pesquisa de validade social
1 = discordo totalmente · 5 = concordo totalmente (Tabela 2 do livro, com a sua coluna).
As quatro funções, em uma frase cada
Nos gráficos, cada linha é uma condição de uma análise funcional experimental: Atenção (a atenção vem depois do comportamento), Demanda (o comportamento suspende a tarefa — testa a fuga), Tangível (o comportamento dá acesso ao item), Sozinho (sem consequência social) e Brincadeira, a condição-controle. A função é a condição em que o comportamento fica mais alto; quando ele fica alto em todas, inclusive sozinho, a função provável é o reforço automático. Para ir além: Análise funcional, Avaliação funcional, Esquiva e fuga, Análise visual de gráficos e Relações emergentes e equivalência, na Enciclopédia iW4, e os experimentos Discriminação Condicional e Equivalência de Estímulos.
Os estímulos
Treino e testes de simetria e equivalência (Tabela 1 e Anexo A do livro):
Pré-teste e pós-teste: as 20 questões do Anexo C, com gráficos e vinhetas novos (Anexo B) — Molly, Jackson, Sarah e Liz.
Sobre esta versão
O que foi preciso adaptar para levar o procedimento ao navegador — e por quê.
- No estudo, os treinos rodaram no Wordwall e os testes no Google Forms, com a pesquisadora acompanhando por videochamada e as telas espelhadas. Aqui, os dois formatos foram reproduzidos no navegador: o questionário de cartões (cores e posições sorteadas a cada tentativa, ✓/✗ com som, cinco segundos para reler, setas para voltar) e o formulário de uma questão por página (Voltar/Próxima, resposta obrigatória, opções embaralhadas, nenhum feedback).
- As instruções que a pesquisadora dava de viva voz viraram texto na tela. Não há quem tire dúvidas: as instruções do início de cada teste são as últimas.
- Estímulos: os publicados no livro — Tabela 1 e Anexo A no treino e nos testes de simetria e equivalência; Anexos B e C no pré e no pós-teste. O texto menciona três exemplares de descrição, gráfico e vinheta por classe no treino, mas o livro publica um de cada; usamos esse. Os gráficos foram redesenhados a partir das figuras, com os valores lidos delas.
- Pré e pós-teste: as 20 questões do Anexo C — quatro de cada tipo: rótulo para descrição, descrição para rótulo, gráfico para rótulo, rótulo para vinheta e gráfico para descrição (o método fala em questões das 12 relações, mas o anexo traz estes cinco tipos, e é a mesma questão que aparece na figura do pré-teste). O pré-teste segue a ordem do anexo e o pós-teste sai em ordem sorteada, como no estudo. Nas questões 2 e 4 de “gráfico para descrição”, as alternativas assinaladas no anexo não correspondem aos gráficos (aparentemente trocadas); vale a função que o gráfico mostra.
- Critérios: 18 acertos em 20 nos testes de simetria, 36 em 40 no teste BC-CB e 73 em 80 no teste AD-DA-CD-DC (o livro chama todos de “92%”); no treino, 100% a partir do 2º bloco — e, no treino corretivo, 100% em um bloco, como aconteceu com P3. O teste CA tem 20 questões, como relatado nos resultados (a descrição do método repete ali números de outra fase). O teste AD-DA-CD-DC tem as 80 questões planejadas; no estudo, um erro de montagem deixou 81.
- As regras de dispensa do estudo — 75% ou mais no pré-teste; até cinco blocos de treino por dia e dispensa depois de dois dias sem atingir o critério — aparecem quando acontecem. Aqui você pode seguir mesmo assim; isso fica marcado como fora do protocolo nos seus dados.
- Pequenas correções de digitação nos textos dos estímulos. A identificação no início de cada teste (e-mail e número da tentativa, no estudo) é automática.
Batista, J. F., & Moreira, M. B. (2022). Ensino de interpretação de funções do comportamento operante: Instrução Baseada em Equivalência em um software livre. Editora do Instituto Walden4. ISBN 978-85-65721-21-9. Ler o livro (PDF) · vídeo de apresentação da pesquisa.
Albright, L., Schnell, L., Reeve, K. F., & Sidener, T. M. (2016). Using stimulus equivalence-based instruction to teach graduate students in applied behavior analysis to interpret operant functions of behavior. Journal of Behavioral Education, 25(3), 290–309. doi.org/10.1007/s10864-016-9249-0
Demonstração educativa — não é teste psicológico nem avaliação de desempenho.