Aqui não existe uma figura “certa” fixa. Em cada tentativa aparece primeiro um modelo no topo; embaixo, três comparações. A comparação que “combina” com o modelo muda conforme qual modelo está em cena — e qual delas dá ponto não foi dito a você. É a consequência (ganhar ou não o ponto) que vai, aos poucos, moldando a escolha certa para cada modelo.
Como participar
- 1 Veja o modelo no topo. Embaixo, escolha uma das três comparações — clique/toque ou use as teclas 1, 2 e 3.
- 2 A comparação que combina com aquele modelo dá +1 ponto; as outras dão nada. Aprenda pela consequência, não por instrução.
- 3 São 18 tentativas. A posição das comparações muda a cada vez, e os modelos se alternam — preste atenção em qual combina com qual.
Seus resultados
O quanto sua escolha ficou sob controle de qual modelo estava em cena:
O que aconteceu?
Você acabou de viver uma discriminação condicional. Repare: a mesma comparação que era correta diante de um modelo era incorreta diante de outro. Não havia uma resposta certa em si — qual escolha era reforçada dependia de (era condicional a) qual modelo estava presente. O modelo funcionou como estímulo condicional: ele não puxava a resposta sozinho, mas determinava qual das comparações, ali, seria seguida do ponto. O ponto, por sua vez, funcionou como reforço porque aumentou e manteve a escolha que ele seguiu.
Esse procedimento — apresentar um modelo e exigir a comparação que “combina” com ele — chama-se matching-to-sample (MTS), ou emparelhamento ao modelo. Quando a relação entre modelo e comparação é arbitrária (não há semelhança física entre eles, como aqui), fala-se em matching-to-sample simbólico. É exatamente assim que se ensinam relações como palavra ↔ objeto e os primeiros passos da leitura — e é a base experimental dos estudos de equivalência de estímulos, em que relações ensinadas diretamente dão origem a novas relações que nunca foram treinadas.
Demonstração educativa sobre um princípio básico da análise do comportamento. Não é um teste psicológico nem medida clínica.