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Equivalência de Estímulos

Você vai treinar apenas dois elos em cada família de figuras — e, num teste sem nenhum ponto, descobrir se outras quatro ligações, que ninguém lhe ensinou, aparecem sozinhas.

Em cada família há três figuras: uma A, uma B e uma C. Ensinamos você, por tentativa e ponto, a ligar A→B e B→C — e só isso. Depois, o feedback desaparece de propósito: queremos ver se as ligações que não foram ensinadas (o caminho de volta e o atalho) surgem por conta própria. É um dos achados mais elegantes da análise do comportamento.

Como participar

  • 1 Treino (com ponto). Aparece um modelo no topo e três comparações embaixo. Escolha por teclado (1, 2, 3) ou toque. Acertou → +1; é a consequência que ensina quais figuras andam juntas.
  • 2 Você treina só dois elos por família: A→B e B→C. Nada mais é ensinado — nem o caminho de volta, nem o atalho A→C.
  • 3 Teste (sem ponto). De propósito: o feedback some para observarmos se relações que nunca lhe foram ensinadas aparecem por conta própria. Responda como lhe parecer certo.
  • 4 São cerca de 30 tentativas de treino + 24 de teste, uns 4 minutos. No fim, a gente revela — e explica — o que aconteceu.
Treino · tentativa 1 Escolha a comparação
Pontos: 0
 
check_circle A→B check_circle B→C
Modelo
qual combina?
visibility

A partir daqui não há mais pontos nem sinal de certo ou errado.

Isso é de propósito: assim conseguimos ver o que você faz sem ninguém guiar. Continue escolhendo o que combina — do seu jeito.

school

A base ainda não firmou

Para testar se relações novas emergem, primeiro os dois elos treinados (A→B e B→C) precisam estar bem sólidos — e desta vez eles ainda não firmaram. Sem uma base estável, o teste de equivalência não seria interpretável, então não o aplicamos.

Isso é comum e não é problema: com um pouco mais de treino, a base costuma se firmar.

grid_view Outros experimentos

Seus resultados

Você ensinou dois elos. Veja quantas ligações surgiram sozinhas:

%
Acerto no treino
/4
Relações que surgiram
%
Acerto no teste (sem ponto)
/3
Classes formadas
O que você acertou
Ensinado (com ponto) Derivado (testado sem ponto)
Uma das classes, por dentro

O que aconteceu?

Você acabou de assistir à formação de uma classe de equivalência (Sidman & Tailby, 1982). Durante o treino, o ponto tocou apenas dois elos por família: A→B e B→C. No teste, sem nenhum ponto e sem ninguém corrigir você, apareceram quatro relações que nunca foram ensinadas — e você as respondeu certo. Quando um grupo de estímulos passa a ser intercambiável assim, cada um funcionando no lugar do outro mesmo em relações nunca treinadas diretamente, dizemos que eles formam uma classe de equivalência.

Formalmente, uma classe de equivalência exige quatro propriedades. Reflexividade — “é ela mesma”: cada figura combina consigo (A→A). É a mais óbvia e, por isso, a evidência mais fraca — testa apenas se você entende o formato. Simetria — “o caminho de volta”: se A leva a B, então B leva a A, sem ninguém ensinar a volta (B→A, C→B). Transitividade — “o atalho”: se A leva a B e B leva a C, então A leva a C direto, pulando o meio (A→C). Equivalência combinada — “o elo completo”: C leva a A, juntando a volta com o atalho e fechando o círculo (C→A). Simetria, transitividade e equivalência são as verdadeiramente surpreendentes: é comportamento novo aparecendo já na primeira vez, sem tentativa-e-erro e sem consequência.

É assim que a leitura ganha sentido. Ensina-se a criança a relacionar a palavra falada “gato” à figura de um gato, e a mesma palavra falada à palavra escrita G-A-T-O. Desses dois elos treinados emerge, sem ensino direto, que a palavra escrita e a figura se relacionam — a criança “lê” com compreensão uma relação que ninguém treinou. Palavra falada, palavra escrita e objeto tornam-se uma classe de equivalência; significado é, em boa medida, isto. É o mesmo triângulo A · B · C que você acabou de ver fechar-se.

No experimento de Discriminação Condicional você viu o modelo passar a controlar a escolha (matching-to-sample). A equivalência é o passo seguinte: quando esses treinos arbitrários fazem os estímulos virarem uma classe. Para os conceitos por trás disto — reforço, controle de estímulos, a tríplice contingência — veja os verbetes Condicionamento Operante e Tríplice Contingência na Enciclopédia iW4.

Demonstração educativa sobre um princípio básico da análise do comportamento. Com poucas tentativas por relação, ilustra o fenômeno — não é um teste psicológico nem medida clínica.