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O que é a síndrome do pânico?

Crises que parecem vir do nada, o medo constante de ter outra — e por que isso tem tratamento.

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A síndrome do pânico — cujo nome técnico é transtorno de pânico — é um transtorno de ansiedade marcado por crises de pânico repetidas e inesperadas e por pelo menos um mês de preocupação constante em ter outra crise ou de mudanças na rotina para tentar evitá-las. As crises são assustadoras, mas não são perigosas, e o transtorno tem tratamento eficaz.

O que caracteriza o transtorno de pânico

O transtorno de pânico é um dos transtornos de ansiedade. Não basta ter tido uma crise: o que define o quadro são duas coisas juntas:

  • Crises de pânico que se repetem e surgem sem aviso, muitas vezes em situações banais;
  • Pelo menos um mês de preocupação persistente com novas crises (ou com o que significariam), e/ou mudanças importantes de comportamento para evitá-las.

Instala-se então o círculo que mantém o problema, o “medo do medo”: a pessoa vigia o próprio corpo, lê qualquer palpitação como sinal de que “vai começar de novo” e evita academia, trânsito, filas. Evitar alivia na hora, e é esse alívio que fortalece o hábito de evitarreforço negativo em ação. O preço é que o medo nunca chega a ser desmentido, e costuma voltar maior.

Como é uma crise de pânico

A crise é um pico abrupto de medo ou desconforto intenso que chega ao auge em poucos minutos. Os manuais diagnósticos listam treze sintomas possíveis, a maioria bem física:

  • Coração acelerado ou batendo forte, suor, tremores;
  • Falta de ar, sensação de sufocamento ou de engasgo;
  • Dor ou desconforto no peito, enjoo, tontura ou sensação de desmaio;
  • Calafrios ou ondas de calor, dormência ou formigamento;
  • Sensação de irrealidade ou de estar “fora de si”;
  • Medo de perder o controle ou de morrer.

Considera-se crise de pânico o episódio que reúne quatro ou mais deles. Por mais aterrorizante que seja, a crise não causa dano físico: é o alarme de defesa do corpo disparando sem ameaça real, e ele cede sozinho.

E vale reforçar: uma crise isolada não é a síndrome do pânico. Elas acontecem com muita gente em fases de estresse e aparecem também em outros quadros, como as fobias.

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Antes de tudo, descarte causas clínicas.Os sintomas de uma crise se parecem muito com os de problemas do coração, da tireoide ou dos pulmões, e com o efeito de certas substâncias e medicamentos — o diagnóstico só vem depois de afastadas essas causas. Se for a primeira vez, se a dor no peito for forte ou diferente do habitual, ou se houver qualquer dúvida, procure um serviço de saúde ou ligue para o SAMU (192). Se surgirem pensamentos de morte ou de se machucar, ligue para o CVV — 188 (24 horas, gratuito) ou busque ajuda agora mesmo.

Quando procurar ajuda

Descartadas causas clínicas, procure um profissional de saúde mental quando:

  • Já se passou cerca de um mês em que a próxima crise não sai do seu horizonte;
  • Você se pega conferindo o próprio corpo — o pulso, a respiração — atrás do sinal de alerta;
  • A lista de lugares e trajetos “seguros” vai encolhendo, ou você só os encara acompanhado e com o remédio na bolsa;
  • Alguma crise acordou você de madrugada, ou o receio de ter outra passou a atrapalhar o sono.

Quanto mais cedo, melhor: cada situação riscada da rotina costuma tornar a seguinte mais difícil.

Como o Instituto Walden4 pode ajudar

O transtorno de pânico responde bem ao tratamento, e as abordagens psicológicas são a primeira linha de cuidado. A terapia cognitivo-comportamental trabalha em três frentes: entender o que mantém o ciclo, testar na prática que as sensações temidas não trazem a catástrofe esperada e retomar o que vinha sendo evitado, em exposição gradual e com apoio — é esse reencontro que faz o medo ceder. Quando a medicação é indicada, ela caminha junto com a terapia e é sempre prescrita por um médico — e, sendo você adulto, por um psiquiatra de sua confiança.

No Instituto Walden4, a psicoterapia é conduzida por profissionais experientes, presencial e online, para adultos, crianças e adolescentes. Fale com a nossa equipe e dê o primeiro passo.

Para saber mais

  1. American Psychiatric Association (2022). DSM-5-TR — Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª ed., texto revisado — critérios diagnósticos do transtorno de pânico e do ataque de pânico.
  2. National Institute for Health and Care Excellence. Generalised anxiety disorder and panic disorder in adults: management (CG113) — diretriz de cuidado em etapas, com intervenções psicológicas como primeira linha.
  3. Organização Mundial da Saúde. Anxiety disorders — nota informativa sobre os transtornos de ansiedade e as opções de tratamento disponíveis.
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Este conteúdo tem caráter educativo e informativo e não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento por um profissional de saúde qualificado. Cada pessoa é única — para o seu caso, procure orientação individualizada.

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