Você será o aprendiz. Em cada tentativa aparecem duas figuras: tocar em uma faz aparecer um ponto; tocar na outra, não. Ninguém vai te contar qual é qual — e é a consequência (ganhar ou não o ponto) que vai, aos poucos, moldando sua escolha. Observe seu comportamento ficar sob controle do estímulo certo.
Como participar
- 1 Aparecem duas figuras. Escolha uma — clique/toque ou use as teclas 1 e 2.
- 2 Uma figura dá +1 ponto; a outra dá nada. Aprenda pela consequência, não por instrução.
- 3 São 20 tentativas. Tente somar o máximo de pontos — a posição das figuras muda a cada vez.
Seus resultados
O quanto sua escolha ficou sob controle da figura que dava ponto:
O que aconteceu?
Você acabou de viver uma discriminação simples. A figura que dava ponto funcionava como SD (estímulo discriminativo): tocar nela era seguido do ponto — que funcionou como reforço porque aumentou a frequência dessa escolha. A outra figura era o SΔ (S-delta): ali a resposta ficava em extinção (sem reforço). Reforçar a resposta diante de um estímulo e extingui-la diante do outro é o reforço diferencial — e foi ele, não nenhuma instrução, que ensinou você.
Na metade do caminho nós invertemos silenciosamente qual figura dava ponto. Seu desempenho caiu e voltou a subir — uma demonstração de que sua escolha seguia as consequências atuais de cada figura, e não um lado fixo nem a forma em si. É a sensibilidade do comportamento às mudanças nas contingências: o mesmo princípio por trás de atender quando o telefone toca, apertar o andar certo no elevador ou ler a letra "b" como /b/ — respostas diferentes ficam sob controle de estímulos diferentes.
Demonstração educativa sobre um princípio básico da análise do comportamento. Não é um teste psicológico nem medida clínica.